Os livros que li em 2011
Razão e Sensibilidade (Jane Austen), Emma (Jane Austen), A Abadia De Northanger (Jane Austen), Os Sofrimentos do Jovem Werther (Goethe), O Milagre (Nicholas Sparks), Anarquistas, graças a Deus (Zélia Gattai), Um Dia Daqueles (Bradley Trevor Greive), O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë), A Mansão Hollow (Agatha Christie), Passageiro para Frankfurt (Agatha Christie), Um Corpo na Biblioteca (Agatha Christie), Aventura em Bagdá (Agatha Christie), A Jangada de Pedra (José Saramago), Se Houver Amanhã (Sidney Sheldon), Hamlet, Rei Lear e Macbeth (William Shakespeare).
Top 5 - Melhores livros historiográficos lidos no ano
Minha história das mulheres (Michelle Perrot), Apologia da História ou O Ofício do Historiador (Marc Bloch), O Fim do Mundo Clássico De Marco Aurélio a Maomé (Peter Brown), O avesso da memória - cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII (Luciano Figueiredo), A Heresia dos índios - Ronaldo Vainfas.
Livros que comecei a ler em 2011 e AINDA não terminei, mas que vão aparecer na próxima retrospectiva
O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger), 1984 (George Orwell), O Diabo Veste Prada (Lauren Weisberger)
O casal literário mais fofo Catherine Morland e Henry Tilney, de “A Abadia De Northanger” (Jane Austen). Catherine é uma mocinha doce e muito curiosa. Henry é um jovem divertido e cavalheiro. E desafiou o pai para ir atrás de Catherine. As conversas do casal sobre livros eram as minhas preferidas! Um casal realmente fofo e inocente.
Virei a noite lendo “A Abadia De Northanger”: este parece ser o livro de Jane Austen mais simples que encontrei até agora. Uma mocinha comum que se apaixona por um rapaz rico numa viagem de férias e que consegue se hospedar na cada dele por uma temporada. Mas o livro é mais do que isso! Ele fala de curiosidade, da relação com livros, de confiança e desconfiança, de aparências e até de... historiadores! Ora, esse último ponto foi minha maior surpresa! Eu não conseguia desgrudar do livro! Chegava da faculdade seca por ele e ia até tarde da noite!
Soco no Estômago “Se Houver Amanhã” (Sidney Sheldon): eu tinha mil preconceitos contra Sidney Sheldon, mas esse livro que o Tiêgo me deu me ajudou a neutralizar todos eles. A história de Tracy, moça boazinha que vira a bandidona mais esperta do pedaço, foi sim um soco no estômago. Não sou forte para livros que falam de injustiças e de presídios hahahaha
Aquele em que chorei de soluçar “O Milagre” (Nicholas Sparks). Todo mundo lê Nicholas Sparks, mas ninguém nunca lê “O Milagre”? Não é uma história deprimente como as outras famosinhas que ele já criou. Mas ainda assim te emociona ao falar de ter fé nos mistérios da vida.
A maior decepção do ano “O Morro dos Ventos Uivantes” (Emily Brontë). Os fãs que me perdoem, mas este livro é um surto HAHA Eu quero ler de novo para ver se realmente compreendo a doideira da coisa. Não tenho paciência com amores loucos.
Abandonei “A Jangada de Pedra” (José Saramago): peguei esse livro para ler por indicação de um professor. Portugal me interessa muito, então acreditei que um livro que falasse de uma separação física misteriosa da Península Ibérica do continente europeu me faria surtar. Mas eu encontrei uma jangada furada, ops, um empecilho. Eu simplesmente não gostei do estilo Saramago. Um estilo de contar tudo como se estivesse correndo, quase atropelando as palavras (e o leitor). Parágrafos sem fim. Frases sem fim. Descobri que sou chatinha, fresca e careta e que gosto de gente que escreve “quadradinho”. Então abandonei o livro por falta de paciência.
O mais chato “Passageiro para Frankfurt” (Agatha Christie): eu realmente amo Agatha Christie, mas esse livro aí é muito chato! Se eu fosse da área de relações internacionais, poderia gostar mais desse livro. Uma verdade teoria da conspiração é o centro de tudo. Forças poderosas estão financiando a violência e inflamando a juventude. Não gostei de como começou, nem de como terminou.
Quase morri de rir “Um Dia Daqueles” (Bradley Trevor Greive). É um livro realmente engraçadinho, com uma mensagem positiva e fotos de animais em poses hilárias. Você lê em 10 minutos e garante 24 horas de sorrisos.
Aventura, fantasia ou infanto-juvenil “Aventura em Bagdá” (Agatha Christie): Victoria Jones viveu uma aventura incrível em Bagdá. Tudo começa quando ela resolve sair de Londres para ir atrás de um cara com quem conversou por apenas alguns minutos. Ele estava indo para Bagdá e lá foi a garota tola, sem imaginar os perigos que estavam esperando por ela. Eu recomendo!
Bate-bola de personagens:
Personagem masculino apaixonante: Mr. Knightley, de “Emma” (Jane Austen). Ele sempre estava perto da terrível Emma para sacolejar a insensatez da menina, mas apenas porque a amava muito. Um homem correto, bondoso e preocupado com as pessoas ao redor. Mais um apaixonante personagem masculino de Jane Austen, ao lado de Mr Darcy e Coronel Brandon.
Personagem feminina admirável: Dona Angelina, de “Anarquistas, graças a Deus” (Zélia Gattai). A mãe de Zélia tinha ideais firmes e fazia tudo o que podia pela família.
Personagem mais chato: O Bobo de “Rei Lear” (Shakespeare). Eu só queria que ele calasse a boca e parasse de seguir o rei fazendo todo aquele auê. Sempre pensei que um bobo da corte deveria ser engraçado. Esse não é.
Personagem mais perturbador: Werther, de “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (Goethe). Haja perturbação para amar daquele jeito e se matar daquele jeito. E com isso ele perturba os leitores também.
Personagem que mais me identifiquei: Emma, de Jane Austen. Eu já fiz um post explicando os motivos aqui. Gosto de ser cupido, mas não aceito flechas em minha direção.
O melhor livro que li em 2011: No último post de 2011 eu disse que estava em dúvida entre “Emma” e “A Abadia De Northanger” como melhor livro do ano. Mas isso porque ainda não tinha lido “Hamlet, Rei Lear e Macbeth”, de Shakespeare. Deixei esse livro para os últimos dias de dezembro e foi como colocar a cereja no bolo. Está certo que quase enlouqueci com a loucura e as traições de Rei Lear e que morri de ódio de Macbeth e sua esposa. Na verdade, foi Hamlet que eu amei. É impressionante toda aquela intensidade de emoções na obra. Eu me transportei para perto de Hamlet durante a leitura.