O “não” e o medo do “não”


  Créditos da imagem: aqui

 

Agora que já comecei a me queimar na blogosfera como a maluca que não gosta de abraços, vou dar mais motivos para que todos comecem a achar que sou aquela bruxa má do seriado Once Upon a Time.

Era uma vez alguém que não tinha medo do “não”. Levei “não” a vida inteira até aqui, levei “não” neste domingo chuvoso e vou levar “não” na semana que vem e na outra. Não temo que me neguem algo, pois sei que isso é inevitável. Meu único receio é não conseguir reagir da maneira específica que cada tipo de negativa exige. Um “não vou te dar uma bala” exige reações diferentes de “não vou pegar sua mão agora que caiu do penhasco”.

Minha forma de receber o “não” é fria. Mas sou mais gelada ainda na hora de dizer “não”. Tenho uma facilidade gigante para dizer “não” na hora que todo mundo quer fazer isso, mas não tem coragem para tanto. O caso mais recente e grave ocorreu quando não deixei uma colega de classe entrar no meu grupo de um trabalho. Eu simplesmente disse: “não vai dar porque o grupo está cheio”. Na verdade até havia espaço para mais uma pessoa, mas infelizmente o que a menina tem de boazinha, tem de fraca para fazer trabalhos. Não humilhei a menina nem nada, mas o mais básico dos “nãos” foi suficiente para chocar as pessoas ao meu redor. Porque ninguém queria a menina no grupo, mas ninguém sabia como dizer aqueeeela palavrinha de três letras.

A menina saiu de perto de mim de cabeça baixa e sem saber que o “não” que dei é que vai garantir que a cabeça dela continue no lugar. Eu sou louca fazendo trabalho e ia acabar detonando alguém que não merece ser maltratada só porque não tem o mesmo ritmo que meu grupo (que por sinal já está acostumado com meu estilo “faca no pescoço”). Vez ou outra a gente recebe um “não” e não percebe que a negativa pode nos colocar numa direção positiva HAHA

Nós valorizamos muito o impacto do “não”, essa pequena palavra que fecha portas e parte corações. Mas é aí que volto naquela tecla: como reagir diante do “não”? É isso o mais importante. É preciso perceber que um “não” fecha uma porta para que você possa abrir outra. E, se você tiver sorte, será uma porta muito melhor do que a anterior. Ok, se você estiver caindo de um penhasco e alguém te disser não, bom, aí fica mais difícil encontrar uma porta, mas enfim... Deixa pra lá.

Finalizando o post, quero saber se alguém aí gostaria de me contratar para dizer/receber um “não” no lugar de alguém. Meu currículo é impressionante, garanto.

 



Postado por: Vanessa às 20h00
| envie esta mensagem [link]



Um mundo de duas frases. Eu disse: duas frases.

Outro dia um professor meu disse que era possível ensinar Revolução Francesa para crianças em apenas uma frase. Uma frase? Sério mesmo que “O lema da Revolução Francesa era Liberdade, Igualdade e Fraternidade” explica a Revolução Francesa? A frase sozinha te diz quem lutou, quem pensou, quem perdeu, o que se transformou? Acho que não, hein?

Eu sou uma pessoa objetiva. Geralmente sou curta e grossa. Até meus posts são bem curtinhos. Isso chega a ser estranho na área de História. Gosto de ser direta. Gosto de simplificar as coisas. Mas sou grata por nem todos serem assim.

Imagine que doideira seria se todo mundo fosse objetivo demais! Imagine se tudo realmente pudesse ser resumido em uma frase! Ok, vamos combinar que frases como “Eu te amo!”, “Eu te odeio!”, “Você está demitido!”, “Estou grávida!” já dizem bastante coisas sozinhas... Mas e o “Quer casar comigo?” que pode vir junto do “Eu te amo?”. E o “Vou te dar uma chance” perto do “Eu te odeio!”? E o “Você está demitido. Boa sorte com prazos da próxima vez!” (essa foi ruim ahahaha). Ah, tem o “Estou grávida. São trigêmeos!”. Sem dúvida, um mundo de duas frases é muito mais emocionante.

É por isso que eu, uma pessoa objetiva, aquela que diz “não” sem dizer o motivo e que também se cala após o primeiro “sim”, venho por meio deste post defender a segunda frase. A segunda frase que pode enxugar uma lágrima ou despertar a gargalhada mais alta da vizinhança. A segunda frase que pode até magoar, mas que é a verdade necessária. Que venha comigo quem não tem medo do que há depois do ponto final.

 

Aproveito esse post inútil feito num início de noite inútil para dizer que estou grata pelos comentários do post passado. Aos que me entenderam, aos que não me entenderam, aos que riram comigo e de mim, MEU MUITO OBRIGADA.



Postado por: Vanessa às 19h13
| envie esta mensagem [link]



Confessar o inconfessável sobre abraços

Esse aí bem que poderia ser mais um título cafona de um post cafona sobre relacionamentos. Mas não vou falar de nada cafona, juro. O assunto aqui é um desabafo sério.

Não sei se vocês lembram daquela campanha da Malwee dizendo que seu produto era gostoso como um abraço. Essa propaganda nunca foi clara para mim, pois desde sempre tenho um problema com abraços: simplesmente não curto muito. Oi? Você não leu errado. Não sou fã de abraços, não mesmo.

Eles me constrangem. Abraços longos me constrangem ainda mais. Não chega a ser repulsa de autista, mas me incomodam. Não rejeito nenhum abraço porque não gosto de magoar as pessoas com minhas bizarrices. Imagino que negar um abraço possa causar uma dor considerável. Então aceito o carinho e espero que acabe (logo).

Nesse tempo de angústia silenciosa antes deste breve desabafo, pude reparar nos diversos tipos de abraços: aqueles que sufocam de frente, os de lado (esse tipo eu aturo com mais facilidade), os que agarram o pescoço junto, os envergonhados (compreendo, hein?), os carentes (não, please!), os falsos (MORRAM). Quem abraça percebe o tipo de abraço que está dando? Geralmente não, mas te convido a prestar mais atenção nisso. E será que seu abraço é bom? O meu deve ser horrível, mas as pessoas de mau gosto continuam me pedindo HAHAHA

Apesar de tudo, eu não me conformo com esse meu problema com abraços. Em conversa com a Mari, tive a ideia de abraçar árvores como remédio, mas essa não é uma alternativa muito discreta. Pensei também em ter umas aulinhas de abraço com a Mayra, pois ela parece entender do assunto. Mas uma alternativa tarja preta mesmo seria entrar na onda do Free Hugs para ver se aprendo a gostar da coisa.  Alguém aí tem sugestões? Reservo um abraço para quem tiver uma boa ideia.

Sei que este post é apenas mais uma comprovação do quanto sou esquisita e do quanto não me canso de me queimar na blogosfera. Em minha defesa, posso pelo menos dizer que não tenho nada contra beijos?

 

 



Postado por: Vanessa às 15h48
| envie esta mensagem [link]



O dia em que as Pinóquias invadiram a blogosfera

 Créditos da Imagem: aqui

 

Sabe o meu último post? Talvez ele não seja tão meu assim.

Num belo dia a Mari Bocorny propôs a seguinte brincadeira: uma troca de posts entre blogueiras no dia 1º de abril! Após um sorteio, cada uma escreveria um post se passando por outra blogueira e essa menina deveria postar o texto em seu blog como se fosse de sua autoria. Assim, mais ou menos 20 meninas aceitaram a missão de encarnar a Pinóquia no dia mais mentiroso do ano!

Eu ainda não sei quem escreveu o post reclamando das greves de ônibus, embora eu tenha alguns palpites. Mas achei muito bom o texto, pois quem me tirou no sorteio estava atenta aos problemas que estou enfrentando aqui onde moro. Vez ou outra baixa uma Pollyanna em mim aqui no blog, mas eu tenho uma fama de resmungona revoltada que essa amiga blogueira conseguiu captar de alguma forma HAHA Fora que ela fez referência a um post anterior, né? Então, muito obrigada MESMO.

E agora querem ver o texto que escrevi me passando por outra blogueira? Não vou fazer mistério: eu escrevi o texto para a Alessandra. Eu conhecia a Alê que morava na Irlanda e que gosta de Glee assim como eu, mas não conhecia tanto a Alê blogueira. Revirei o blog dela inteirinho e levei um susto ao descobrir que temos em comum muito mais do que eu imaginava: de The Corrs a opiniões que batem perfeitamente. Mas o estilo da Alê é único (embora ela diga que não tem nenhum), por isso escolhi o caminho mais fácil: fiz um post com coisas interessantes que eu sabia sobre ela. O irônico é que o texto soa justamente como um embate contra alguém que jura saber tudo sobre ela! Foi um prazer escrever este texto, só que depois de pronto eu já nem acreditava mais que era meu HAHA Enfim, o que importa é que a Alê disse que gostou.

Esse meme foi uma brincadeira, uma mentirinha de 1º de abril, mas também foi mais que isso! Posso dizer agora que gosto ainda mais da Alê em especial e também das outras blogueiras que participaram do desafio. Além disso, o meme serviu como um exercício que nós deveríamos tentar fazer sempre que possível: o exercício de se colocar no lugar do outro. O que o outro pensa, sente, deseja ou faria?

 

PRECISO COMENTAR: uma galera tava achando que o texto sobre a Alê tinha sido feito pela Anna Vitória. OU SEJA: to me sentindo agora, Brasil HAHAHA

 

[EDIT] Descobri! Quem fez aquele texto pra mim foi a queridíssima Larissa!! 



Postado por: Vanessa às 19h18
| envie esta mensagem [link]



Parem o mundo, eu quero descer!

Resolvi fazer uma pausa na postagem do meme das 11 perguntas e venho pra postar uma reclamação: eu não sou a favor das greves de ônibus! Isso atrapalha tanto nossa vida...!

Não que os rodoviários não mereçam melhores salários, melhores condições de trabalho, mas acaba que as pessoas mais prejudicadas são as que não tem nada a ver com isso! Acho que todos nós sabemos das injustiças que várias classes de profissionais sofrem, porém todas essas lutas por melhores salários tiram o meu direito de ir e vir e planejar minhas atividades de acordo com horários de ônibus!

Lembram daquele post meu falando sobre o tempo e a minha inabilidade de administrá-lo muito bem? E como faz quando nem o mundo quer te ajudar nessa tarefa?

Toda essa questão política me deixa pensando em como normalmente achamos que a culpa de tudo isso é só deles que “não se contentam”, mas vamos pensar na administração dessas empresas de transporte que não se dignam a dar uma condição boa pra eles... Será que isso também não se reflete na política brasileira? A gente vota e os que ganham não se dignam a nos tratar de forma humana, pra garantir que nosso direito de ir e vir seja respeitado - eles nem se importam em peitar as empresas de transporte!

Isso me deixa muito revoltada!

Esse mundo tá muito errado mesmo...


(Gente, este texto foi escrito para a Larissa especialmente para mim por conta do Meme de 1º de abril da Máfia) 



Postado por: Vanessa às 11h52
| envie esta mensagem [link]



O meme das onze perguntas - parte 1

Eu sumi. Passei um tempo tentando cumprir o compromisso do post passado. Mas estou fracassando HAHAHA Será que a tarefa de administrar bem o tempo exige estágio, treinamento ou coisa do tipo??

Enfim, volto ao blog para começar a responder ao meme das onze perguntas que recebi de blogueiras muito bacanas. Hoje respondo questions da Larissa Lemos e da Fran. Depois volto com mais respostas!


Onze coisas aleatórias sobre mim:

1-Eu amo História desde os primórdios do ensino fundamental na escola.

2-Eu amo F1 desde que tinha uns 4 anos.

3-Eu amo escrever cartas.

4-Fico enjoada em ônibus/carro/avião/barca.

5-Sou viciada em sebos.

6-Não gosto de gastar dinheiro HAHA

7-Não uso roupa curta.

8-Odeio qualquer coisa amarela ou laranja.

9-Odeio tirar foto. Mas eu garanto que sou melhor em foto do que pessoalmente HAHAHA

10-Não gosto de desabafar.

11-Sou ciumenta. 

 

 

Perguntas da Larissa:

 

1-O que você mais gosta de fazer? Ler um bom livro e rir muito com os amigos.

2- Internet, pra você, é estritamente necessária ou dá pra usar moderadamente? É necessária demais. Surto sem internet, ainda que eu não tenha tempo de ficar o dia inteiro no computador.

3- Qual sua banda favorita e por que? Atualmente não tenho uma banda preferida. Mas tenho ouvido bastante El Sueño de Morfeo, uma banda que resolveu investir numa vibe positiva.

4- Você tem uma cidade favorita (no mundo ou no Brasil) que gostaria muito de morar? Qual? Eu gostaria de morar em Lisboa só porque pesquiso História Portuguesa, mas na crise atual por lá...xi, não sei não hehehe

5- Você acredita que é possível viver a vida satisfatoriamente se dedicando inteiramente ao outro? Se não, por que não? DE JEITO NENHUM. A ideia de viver em função do outro é ridícula para mim. Anulação não traz felicidade.

6- O que você mais gosta de comer? Sorvete e tomate. Não juntos, claro.

7- Se você fosse um animal, qual gostaria de ser e por que? Um cachorro. De madame. Só pra ser mimada o tempo todo haha

8- Qual o livro que você leu e mais gostou (pra não ficar difícil, restrinja às leituras dos últimos 2 anos!)? Vou citar “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, apenas porque me abriu aos livros dela.

9- Você acredita em destino? Nem sempre. Só quando é conveniente HAHAHA

10- Você acredita que exista somente uma pessoa certa pra outra pessoa? Não. Há muitas pessoas certas. Não ao mesmo tempo, claro.

11- Você acha que é possível estar 100% satisfeita com a própria vida? Acredito, mas ainda não cheguei a este nível não.

 

 

Perguntas da Fran

 

1-Há muitas coisas no mundo que parecem distorcidas. Se você pudesse mudar apenas uma, qual seria? A forma limitada como as pessoas pensam/entendem/enxergam a beleza.

02. Você já realizou algum sonho? Qual e como foi? Passar no vestibular para o curso que eu mais queria na universidade que eu realmente queria.

03. Se pudesse viver a história de um filme ou um livro, qual seria? O livro Emma (Jane Austen). Tenho alguns defeitos da Emma, mas no fim ela superou todos eles. Quero um fim assim.

04. Você possui algum defeito ou já agiu de forma que prejudicasse sua relação com alguém (amigo, namorada(o), familiar, etc)? Ah, sou muito fechada e por isso perdi algumas amizades no passado.

05. Você fez alguém feliz? (Variação: você já mudou o humor/o dia de alguém?) Sim, tento fazer isso com minha mãe todo dia, já que não está numa fase muito boa. Nada como um incentivo ou bom "causo" bizarro para fazer minha mãe rir.

06. O assunto são as Sete Maravilhas. Qual a sua preferida na lista das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, na lista do Mundo Moderno e na lista do mundo medieval? Mundo antigo: gosto de imaginar como eram os Jardins suspensos da Babilônia.

Mundo medieval: Fico entre o Coliseu e a Torre de Pisa.

Nos dias de hoje, puxo a sardinha para o Cristo Redentor hehehe

07. Qual seu conceito de liberdade de expressão? Todo mundo poder falar o que quiser e aceitar ouvir mesmo o que não aprova, nem que seja para discordar com bons fundamentos depois.

.08. Pequenos detalhes (gestos, palavras, atitudes, etc) fazem grande diferença? Sim. Um abraço, um “bom dia”, uma boa escolha.

09. Qual é, geralmente, a primeira impressão que você causa nas pessoas? Não deve ser boa HAHA Sei que pareço metida.

10. Para ser sua/seu amiga(o), uma pessoa pode ser tudo, menos… Arrogante e mentiroso.

11. Qual melhor presente que você já ganhou e/ou sonha em ganhar? Qualquer bom livro é o melhor presente do mundo para mim!

 



Postado por: Vanessa às 11h56
| envie esta mensagem [link]



O tempo que temos e o tempo que queremos

“(...) Tan solo estoy seguro de que el tiempo,

es todo lo que tengo” ( El Coleccionista de Atardeceres – El Sueño de Morfeo)

 

Talvez o dia 29 de fevereiro seja o mais adequado para um post sobre o tempo. Hoje eu me sinto estranha, como se estivesse num dia com uma origem mais artificial do que os outros. Ainda que eu esteja cursando História, é somente no dia 29 de fevereiro que consigo ver a mão do homem moldando a medida do tempo. Afinal, este dia não é um “jeitinho” arrumado para se dar conta de quase 6 horas que sobram ao fim de cada ano?

É o dia 29 de fevereiro, mas também culpo a música do El Sueño de Morfeo, meus posts sobre as Melhores e Piores Coisas do Mundo e mais ainda este post da Milena. Tudo isso me fez questionar essa sensação antiga que eu tenho de que o tempo é um ladrão cruel que rouba um anel de brilhantes da mão da noiva de um galã e sai correndo sem nunca ser alcançado. Senhoras e senhores, o ladrão (ladra, né?) sou eu mesma. Eu, que não administro meu tempo com a sabedoria de tentar conciliar o que eu TENHO que fazer com o que eu QUERO fazer.

Eu não sei administrar o tempo de forma saudável. Ok, nunca-nunca-nunca chego atrasada, nem atraso a entrega de nenhuma tarefa solicitada. Mas isso não quer dizer que eu realmente saiba administrar o tempo. Não sei ter férias sem estudar. Não aceito dormir uns minutinhos além do que acho que é o correto. Digo que não tenho tempo para me perder em delírios sobre o futuro (quando na verdade eles são apenas sonhos inocentes). Digo que não tenho tempo para amar. Digo que não tenho tempo para fazer carinho nos cachorros que estão logo ali no quintal ou visitar uma amiga que mora na rua do lado só porque eu tenho que terminar de ler o artigo tal ou escrever não sei o que pra qual relatório. Mas, quando estou no relatório ou num texto universitário, sei que perco minutinhos preciosos pensando no que eu poderia estar fazendo se não estivesse ali. E acabo descobrindo que não estou em lugar nenhum, nem ido para lugar algum (além de estar atrasando a produção do meu texto ou leitura, lógico).

Na semana que vem recomeço minha rotina de universidade + estágio numa escola pública. E ainda tenho que continuar dando conta da minha pesquisa na bolsa de Iniciação Científica. Ah, também tenho que começar o meu Projeto de Monografia. Além de ser filha, irmã, sobrinha, neta, amiga, blogueira e dona dos cachorros Chokito e Zequinha. Minha rotina volta ao normal e sei que minhas desculpas esfarrapadas, a inveja de banco 30 horas e a condenação ao vilão ladrão de brilhantes podem recomeçar. Se eu deixar, é claro. Por isso, neste dia 29 de fevereiro épico e único, assumo o compromisso de tentar administrar melhor o meu tempo. QUEM VEM COMIGO?

Chega de acreditar que o tempo está contra mim, quando na verdade eu estou contra ele. Quem disse que não tenho tempo? Ele é tudo o que eu tenho. 

 

  

Créditos da Imagem: clique aqui

 

 



Postado por: Vanessa às 10h59
| envie esta mensagem [link]



As melhores coisas do mundo

Começar e recomeçar. Ver o amanhecer. Céu azul. Dia de chuva. Mar. A sombra de uma árvore. Sorvete. Doces. Quando um sentimento amargo vira um sentimento doce. Sol se pondo. Contar estrelas.
 

Good hair Day. O vestido perfeito. Amor correspondido. Fazer amigos novos. Ter amigos verdadeiros. Comemorar aniversários de namoros e também de amizades. Conservar amizades. Matar as saudades. Abraços e beijos sem fim. Ter um cachorrinho pulando em você quando chega em casa cansada. Carinho de mãe.

 

Trocar cartas. Boas perguntas e boas respostas. História. Bons livros. Gente que ama bons livros. A magia dos sebos. O silêncio de uma biblioteca. Aprender. Crescer. Amadurecer.

 

Oportunidades. Ter a chance de fazer escolhas. Boas notícias. Boas lembranças. Honestidade. Sinceridade. Verdade. Respeito. Confiança. Fazer as pazes. Lágrimas de alegria e/ou de alívio. Gargalhadas ou a arte de chorar de rir. Otimismo. Prudência. Coragem. Dar a volta por cima. Vencer.

 

Sonhar. Realizar sonhos. Esperança. Acreditar num mundo melhor. Buscar um final feliz, mesmo que duvide dele. 

 


(Meme sugerido pela Rafaela e inspirado neste post da Tary)

 



Postado por: Vanessa às 13h04
| envie esta mensagem [link]



O medo de envelhecer ou A História de uma bengala


 Créditos da Imagem: clique aqui

 

Meu avô materno tem quase 80 anos e, embora tenha sido jogador de futebol de fim de semana e fera no boliche na juventude, de uns tempos pra cá vem enfrentando dificuldades para andar. Ele estava andando muito devagar e meio encurvado, então minha mãe e minhas tias resolveram que era hora de comprar uma bengala para ele. De início ele odiou a ideia e perguntou aos gritos: “Vocês já querem me matar?”. A sugestão da bengala foi recebida como um insulto para um garotão de quase 80 anos.

Preciso dizer que com a minha mãe não há espaço para crises existenciais da terceira idade. Não perdeu tempo e comprou para meu avô a bengala mais bonita que viu. Acreditem: bengala bonita existe! A do meu avô é de madeira escura e tem uns desenhos bacanas. Ela é bonita o suficiente para conquistar um rabugento como meu avô! Ele ficou encantado e passou dias e dias treinando com a bengala no quintal (tá certo que no início ele não entendeu bem a dinâmica da coisa e por isso colocava a bengala lá na frente, como se fosse cego hehe). Só não sei se aceitar a bengala significou aceitar a velhice.

Todo dia ficamos mais velhos, mas não precisamos seguir a linha reta da vida (se a sua é uma escada ou rampa, sorry) pensando nisso o tempo todo. A maioria das pessoas que conheço tem medo de envelhecer. Não tenho medo de ficar velha por questões de vaidade (até porque tenho pele negra e por isso não preciso me preocupar tanto com rugas, TOMA). Meu medo é envelhecer sem saúde, sem assistência médica, sem uma aposentadoria que dê conta das minhas necessidades. Nem todos os velhinhos podem curtir adoidado e sem preocupações um baile da terceira idade.

E o que é ser velho, afinal? A Jeniffer Yara falou esses dias em ser uma velhinha de 18 anos. Outras amigas minhas de 20 e poucos anos acham que ser velho é chegar aos 30. Ser velho é se sentir velho. Não quero vida de antiquário, onde o velho fica empoeirado. Quero vida de brechó, onde o velho sempre volta a ser um produto novo.

Só acrescentando: meu avô não tem mais condições de jogar boliche numa pista, mas nas reuniões de família ele é o grande campeão no jogo de boliche do Xbox 360. Isso, minha gente, é virar produto novo no brechó!

 

Aproveito este post para desejar parabéns e felicidades às blogueiras amigas que ficam mais velhas este mês hehe

Queridas Cih, Gabi Irala, Gabi Couth, Jeniffer Yara, Anna Vitória e Kamilla, aproveitem o tempo, aproveitem a vida e continuem a construir lindas histórias dentro e fora da blogosfera.



Postado por: Vanessa às 12h50
| envie esta mensagem [link]



As piores coisas do mundo

Caixa de bombom vazia. Cheiro de gasolina. Cheiro de jaca. Cheiro de cerveja. Cheiro de todos os tipos de cigarro. Chiclete no tênis. Gente que anda devagar no centro de grandes cidades. Filme sem pipoca. Cachorro uivando. Lama. Calor. Esmalte vermelho. Internet lenta. Não ter férias.

 

Livros ruins. O fim de um bom livro. Gente que rabisca livros. Gente que não devolve os livros que emprestamos. O roubo de uma ideia. Gente sem causa. Causas sem gente. Perguntas sem respostas. Falta de esforço e de determinação. Não ter sonhos.

 

Abandono. Crueldade. Violência. Vícios destrutivos. Drogas. Tráfico de drogas. Gente que sustenta o tráfico de drogas. Corrupção. Injustiça. Ignorância. Vulgaridade. Pornografia. Racismo. Homofobia. Palavrões. Doenças. Miséria. Fome. Desastres ambientais. Maltratar animais.

 

Medo. Ansiedade. Pessimismo. Rancor. Ciúme. Inveja. Egoísmo. Mentira. Falsidade. Hipocrisia. Timidez. Falta de confiança. Traição. Sensação de fracasso. Solidão. Dor que vem da alma.

 

Fim de romances. Não entender o amor. Não saber amar. Não ter amigos. Não ser um bom amigo. Brigas com amigos. Perder amizades. Ter inimigos. Não saber guardar segredos. Decepção. Rejeição. Despedidas. Lágrimas estúpidas. Lágrimas que não caem. Tempo perdido. Tempo roubado. Tempo que corre mais rápido do que a gente gostaria.

 

(Meme sugerido pela Rafaela e inspirado neste post da Tary)



Postado por: Vanessa às 12h40
| envie esta mensagem [link]



Quem é o Fantasma da sua Ópera?

“The Phantom of the opera
is there inside your mind” (The Phantom Of The Opera – Nightwish)
 

Sempre morri de vontade de ler “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux, mas nunca conseguia encontrar uma boa edição. Eu queria ler em inglês, mas só tive a sorte de encontrar num sebo uma tradução meio adocicada de 2007. Estava desconfiada, porém resolvi arriscar.

Eu ouvia todo mundo dizer que Erik (o tal fantasma) era um personagem que despertava ao mesmo tempo o amor e o ódio dos leitores. Bom, eu não senti nem uma coisa, nem outra. O que senti foi indignação! Eric é egoísta e cruel a maior parte do tempo, tirando vidas e manipulando a perturbada Cristine que, por sua vez, leva o visconde Raul a um triângulo amoroso dos mais sombrios.

Erik não é um fantasma e sim um homem com um rosto monstruoso. O seu fantasma interior é o medo da rejeição. É isso o que faz da sua vida uma ópera triste! Ao encerrar a leitura, não pude deixar de me questionar: quais são os meus fantamas? O que faz com que eu também sinta vontade de me esconder num porão e só sair de lá para destruir tudo o que me machuca neste mundo? Podemos ter fantasmas muito parecidos com os de Erik, mas devemos ter em mente que nenhuma dor nossa justifica uma atitude de provocar dor em outras pessoas.

Agora preciso conferir as versões de “O Fantasma da Ópera” produzidas para as telonas. Por enquanto, vamos ficar com essa versão do mundo da música! A letra combina com esse post...



Postado por: Vanessa às 16h07
| envie esta mensagem [link]



Please, um mapa que não seja astral

Estava escrito nas estrelas no dia em que nasci: essa aí não vai acreditar em astrologia. Meus olhos até passam pelo espaço do jornal ou da revista onde os signos se instalam, mas garanto que meu objetivo é unicamente entretenimento. Porque para mim horóscopo é melhor que uma piada que consiga unir um papagaio, um português e uma loira não muito esperta.

Meu problema deve ser falta de imaginação. Sem ela não posso crer que a posição dos astros vai determinar ou afetar minha personalidade e/ou meu futuro. Os astros devem ter coisas mais interessantes para fazer lá fora, não? E como dão conta de 7 bilhões de pessoas ao mesmo tempo? Gente, quero essa eficiência para mim! Sem contar que me incomoda muito o fato da astrologia reduzir 7 bilhões de pessoas a 12 perfis. Os “entendidos” podem me falar da interferência dos ascendentes e outros “acessórios” multiplicando esse número, mas ainda assim acho pouco. Nós somos 7 bilhões de pessoas. Cadê a diversidade de perfis? E como posso ser uma virginiana tão bagunceira?

Até pouco tempo eu via horóscopo com uma coisa boba. Mas o livro “Análise de Conteúdo” de Laurence Bardin me ajudou a olhar a questão de uma forma mais desconfiada. Um dos capítulos do livro se chama “Análise de comunicações de massa: o horóscopo de uma revista”. O objetivo era dar um exemplo de análise de conteúdo usando a seção de horóscopo da revista feminina Elle. O estudo levanta um quadro de valores que a seção consegue fazer circular. Em outras palavras: nem sempre a gente perceber com clareza que o horóscopo sugere quem você deve ser, o que deve fazer, com quem deve se relacionar e a hora certa para fazer o que nossa sociedade diz que é certo. Ele te dá um padrão de felicidade e tenta interferir em seus amores, suas amizades e relações familiares. E, se está numa revista feminina, ele vai dizer que tipo de mulher você deveria ser.

MAS JURA? Ai, que cheiro de teoria da conspiração ou de mania de perseguição. Ninguém precisa ficar neurótico, mas também não sejamos inocentes: valores estão aí para serem impostos e compartilhados e o horóscopo não pode estar isento disso. Para ser justa, não posso esquecer uma coisa: o horóscopo quase sempre se apresenta como uma sugestão. Você pode discordar ou acatar a sugestão do dia!

Bom, eu não acredito que os astros estejam comigo ou contra mim e não preciso de mapa astral nenhum porque gosto da sensação de que estou rabiscando meus próprios mapas. E nem ligo se a sensação é só mais uma ilusão. Ora essa, se tem gente que acredita que coisas que estão fora do nosso planeta influenciam nossa vida aqui embaixo...

 

Aguardem o que tenho a dizer sobre numerologia. Please, que os números sejam apenas números.

 

 



Postado por: Vanessa às 17h13
| envie esta mensagem [link]



Retrospectiva Literária 2011

E chega o momento de relembrar os livros com os quais andei para cima e para baixo em 2011. Não foram tantos livros quanto eu gostaria, uma vez que a vida universitária não permite. Mas pelo menos foram bons livros. Ah, não faço parte da corrente que acredita que historiografia seja literatura, mas nessa retrospectiva resolvi puxar a sardinha para o MEU lado, por isso acrescentei um tópico com os 5 melhores livros que li em meu curso de História este ano (escolher esses 5 não foi fácil, viu?).

 

Os livros que li em 2011

 

Razão e Sensibilidade (Jane Austen), Emma (Jane Austen), A Abadia De Northanger (Jane Austen), Os Sofrimentos do Jovem Werther (Goethe), O Milagre (Nicholas Sparks), Anarquistas, graças a Deus (Zélia Gattai), Um Dia Daqueles (Bradley Trevor Greive), O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë), A Mansão Hollow (Agatha Christie), Passageiro para Frankfurt (Agatha Christie), Um Corpo na Biblioteca (Agatha Christie), Aventura em Bagdá (Agatha Christie), A Jangada de Pedra (José Saramago), Se Houver Amanhã (Sidney Sheldon), Hamlet, Rei Lear e Macbeth (William Shakespeare).

 

Top 5 - Melhores livros historiográficos lidos no ano

Minha história das mulheres (Michelle Perrot), Apologia da História ou O Ofício do Historiador (Marc Bloch), O Fim do Mundo Clássico De Marco Aurélio a Maomé (Peter Brown), O avesso da memória - cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII (Luciano Figueiredo), A Heresia dos índios - Ronaldo Vainfas.

 

Livros que comecei a ler em 2011 e AINDA não terminei, mas que vão aparecer na próxima retrospectiva

O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger), 1984 (George Orwell), O Diabo Veste Prada (Lauren Weisberger)

 

O casal literário mais fofo Catherine Morland e Henry Tilney, de “A Abadia De Northanger” (Jane Austen). Catherine é uma mocinha doce e muito curiosa. Henry é um jovem divertido e cavalheiro. E desafiou o pai para ir atrás de Catherine. As conversas do casal sobre livros eram as minhas preferidas! Um casal realmente fofo e inocente.

 

Virei a noite lendo “A Abadia De Northanger”: este parece ser o livro de Jane Austen mais simples que encontrei até agora. Uma mocinha comum que se apaixona por um rapaz rico numa viagem de férias e que consegue se hospedar na cada dele por uma temporada. Mas o livro é mais do que isso! Ele fala de curiosidade, da relação com livros, de confiança e desconfiança, de aparências e até de... historiadores! Ora, esse último ponto foi minha maior surpresa! Eu não conseguia desgrudar do livro! Chegava da faculdade seca por ele e ia até tarde da noite!

 

Soco no Estômago “Se Houver Amanhã” (Sidney Sheldon): eu tinha mil preconceitos contra Sidney Sheldon, mas esse livro que o Tiêgo me deu me ajudou a neutralizar todos eles. A história de Tracy, moça boazinha que vira a bandidona mais esperta do pedaço, foi sim um soco no estômago. Não sou forte para livros que falam de injustiças e de presídios hahahaha

 

Aquele em que chorei de soluçar “O Milagre” (Nicholas Sparks). Todo mundo lê Nicholas Sparks, mas ninguém nunca lê “O Milagre”? Não é uma história deprimente como as outras famosinhas que ele já criou. Mas ainda assim te emociona ao falar de ter fé nos mistérios da vida.

 

A maior decepção do ano “O Morro dos Ventos Uivantes” (Emily Brontë). Os fãs que me perdoem, mas este livro é um surto HAHA Eu quero ler de novo para ver se realmente compreendo a doideira da coisa. Não tenho paciência com amores loucos.

 

Abandonei “A Jangada de Pedra” (José Saramago): peguei esse livro para ler por indicação de um professor. Portugal me interessa muito, então acreditei que um livro que falasse de uma separação física misteriosa da Península Ibérica do continente europeu me faria surtar. Mas eu encontrei uma jangada furada, ops, um empecilho. Eu simplesmente não gostei do estilo Saramago. Um estilo de contar tudo como se estivesse correndo, quase atropelando as palavras (e o leitor). Parágrafos sem fim. Frases sem fim. Descobri que sou chatinha, fresca e careta e que gosto de gente que escreve “quadradinho”. Então abandonei o livro por falta de paciência.

 

O mais chato “Passageiro para Frankfurt” (Agatha Christie): eu realmente amo Agatha Christie, mas esse livro aí é muito chato! Se eu fosse da área de relações internacionais, poderia gostar mais desse livro. Uma verdade teoria da conspiração é o centro de tudo. Forças poderosas estão financiando a violência e inflamando a juventude. Não gostei de como começou, nem de como terminou.

 

Quase morri de rir “Um Dia Daqueles” (Bradley Trevor Greive). É um livro realmente engraçadinho, com uma mensagem positiva e fotos de animais em poses hilárias. Você lê em 10 minutos e garante 24 horas de sorrisos.

 

Aventura, fantasia ou infanto-juvenil “Aventura em Bagdá” (Agatha Christie): Victoria Jones viveu uma aventura incrível em Bagdá. Tudo começa quando ela resolve sair de Londres para ir atrás de um cara com quem conversou por apenas alguns minutos. Ele estava indo para Bagdá e lá foi a garota tola, sem imaginar os perigos que estavam esperando por ela. Eu recomendo!

 

 

Bate-bola de personagens:

 

Personagem masculino apaixonante: Mr. Knightley, de “Emma” (Jane Austen). Ele sempre estava perto da terrível Emma para sacolejar a insensatez da menina, mas apenas porque a amava muito. Um homem correto, bondoso e preocupado com as pessoas ao redor. Mais um apaixonante personagem masculino de Jane Austen, ao lado de Mr Darcy e Coronel Brandon.

Personagem feminina admirável: Dona Angelina, de “Anarquistas, graças a Deus” (Zélia Gattai). A mãe de Zélia tinha ideais firmes e fazia tudo o que podia pela família.

Personagem mais chato:  O Bobo de “Rei Lear” (Shakespeare). Eu só queria que ele calasse a boca e parasse de seguir o rei fazendo todo aquele auê. Sempre pensei que um bobo da corte deveria ser engraçado. Esse não é.

Personagem mais perturbador: Werther, de “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (Goethe). Haja perturbação para amar daquele jeito e se matar daquele jeito. E com isso ele perturba os leitores também.

 Personagem que mais me identifiquei: Emma, de Jane Austen. Eu já fiz um post explicando os motivos aqui. Gosto de ser cupido, mas não aceito flechas em minha direção.

O melhor livro que li em 2011: No último post de 2011 eu disse que estava em dúvida entre “Emma” e A Abadia De Northanger” como melhor livro do ano. Mas isso porque ainda não tinha lido Hamlet, Rei Lear e Macbeth”, de Shakespeare. Deixei esse livro para os últimos dias de dezembro e foi como colocar a cereja no bolo. Está certo que quase enlouqueci com a loucura e as traições de Rei Lear e que morri de ódio de Macbeth e sua esposa. Na verdade, foi Hamlet que eu amei. É impressionante toda aquela intensidade de emoções na obra. Eu me transportei para perto de Hamlet durante a leitura.



Postado por: Vanessa às 19h36
| envie esta mensagem [link]



Aniversário do blog!

Fecho os olhos e quase posso reviver aquele momento de ansiedade do dia 3 de janeiro de 2010. Eu estava deixando para trás 4 anos de história em um blog para começar uma nova história aqui no Caixinha de Opiniões.

No ano passado não comemorei o primeiro aniversário. Não achei que tivesse direito, pois em 2010 precisei fechar o blog por 4 meses por necessidades universitárias. Mas em 2011 me mantive firme e forte aqui na medida do possível. Agora sim tenho o que comemorar no Caixinha.

Aos amigos blogueiros que sempre passam por aqui, fica o meu MUITO OBRIGADA. No dia em que eu escrever um blog pensando só mim, podem ter certeza de que ele estará trancado com senha. Penso em vocês quando estou escrevendo, sempre me perguntando sobre as experiências, questionamentos e opiniões de quem está aí do outro lado lendo meus textos. Os comentários neste blog estão abertos não porque gosto de ver os números aumentando ali! O que mais me interessa é o que vocês querem dizer nesse espaço. Nesse sentido, sou uma blogueira de sorte, pois sempre encontro comentários interessantes e que me ajudam a refletir PRA CARAMBA.

Eu gostaria de ter mais tempo para postar no blog e para conhecer mais blogueiros. Esse é meu único incômodo. Mas fora isso, estou realmente muito feliz por manter o Caixinha de Opiniões e por poder celebrar este aniversário com vocês!

 

Ah, aproveitando o clima de festa de aniversário e de início de ano, gostaria de compartilhar com vocês o meu novo projeto para o ano de 2012: Projeto 366 palavras. A proposta é simples: todo dia vou postar no tumblr uma palavra que defina ou que tenha marcado aquele dia. Às vezes a palavra vai vir acompanhada de um desabafo, uma foto, um trecho de texto, etc. Ao fim de 366 dias, vou decidir o que fazer com tudo que tiver sido registrado. Algo me diz que vou tirar algo muito bom dessa experiência... Querem me acompanhar? Então fiquem de olho no tumblr 366 palavras.



Postado por: Vanessa às 12h49
| envie esta mensagem [link]



Minha retrospectiva 2011

1- O bom de 2011 foi...
O meu amadurecimento. Neste ano adquiri novas responsabilidades em casa e também na vida universitária. Conquistei uma bolsa de Iniciação Científica e também comecei a trilhar o caminho para minha monografia. E também foi neste ano que tive minha primeira experiência de estágio numa escola.

2-O problema de 2011 foi...
A separação dos meus pais e os pequenos-grandes-problemas-sérios que decorreram disso. Tudo ainda está muito incerto aqui em casa. 

3-Minha foto preferida de 2011
A foto mais louca da coisinha pequena que alegrou meus dias, meu cachorrinho Chokito:




4-O troféu "vergonha alheia" e o "me mata de orgulho" vão para...
O “vergonha alheia” vai para os atritos entre os estudantes da minha UFF e o reitor, que culminaram na ocupação da Reitoria em agosto. O “me mata de orgulho” vai para minha mãe, que está recomeçando a vida comigo e com meu irmão com muita força, honestidade e confiança.

5-Meu filme preferido visto em 2011
Certamente “A História de Ron Clark”. Fiz até um post sobre ele aqui! É um lindo filme sobre as dificuldades de um professor comprometido com seus alunos.

6. Melhor livro lido em 2011
Fico em dúvida entre “Emma” (que também já ganhou post aqui no blog) e “A abadia de Nothanger”, ambos de Jane Austen. Vou tentar resolver essa questão na Retrospectiva Literária de 2011. Aguardem esse post no começo de janeiro!

7-Minha melhor compra de 2011
Meu celular novo (faltou uma foto dele aqui)! Eu estava com o mesmo celular desde os tempos da escola (podem rir!). Eu realmente me apego às minhas coisinhas HAHAHA Agora estou na indecisão pra saber se mudo ou não de operadora (tenho o mesmo número da Claro desde 2005 e agora quero mudar para a Tim).

8-As músicas que mais ouvi em 2011:
Todo mundo esperando que eu diga Adele? Sim, ouvi Adele, mas também ouvi Jessie J, Sara Bareilles e El Sueño de Morfeo! Meu TOP 5 é:I Need This (Jessie J), Rainbow (Jessie J), Gonna Get Over You (Sara Bareilles), Para toda la vida (El Sueño de MOrfeo), Lo Mejor Está Por Llegar (El Sueño de Morfeo).


9-Meu lugar preferido de 2011 
Neste ano a biblioteca do meu campus passou muito tempo fechada por conta de uma greve. Nesse tempo, tudo o que eu sonhava e desejava loucamente era poder voltar a passar minhas tardes por lá. Quando o pesadelo, ou melhor, quando a greve acabou, foi o auge. Lá estava eu de novo, naquele lugar caindo aos pedaços por fora, mas que ainda assim é o meu paraíso.
 



10-E 2012...
Precisa ser diferente de 2011. Este ano foi muito difícil, muito doloroso. Gostaria que 2012 fosse o final feliz de um desses livros que te angustiam até a penúltima página, guardando alguma grande alegria para a última página. Mas a verdade é que não estou me sentindo segura nem para ser otimista. Os problemas de 2011 vão comigo para 2012 sim e tudo o que eu quero é conseguir driblar cada um deles no novo ano que se inicia. Também espero dar conta da bolsa de IC e da monografia, além de arrumar um novo estágio num lugar legal (ou mesmo continuar no mesmo estágio de 2011).



Postado por: Vanessa às 13h07
| envie esta mensagem [link]



Menu Vertical

Assinar feed deste blog:
XML/RSS Feed




[ Categorias ]

. Todas as mensagens
. Pense comigo...
. Caixinha de aplausos
. Caixinha de livros
. Som na caixa
. Caixinha de reclamações



[ Este blog faz parte da Máfia ]



[ Arquivos ]

29/04/2012 a 05/05/2012
22/04/2012 a 28/04/2012
08/04/2012 a 14/04/2012
01/04/2012 a 07/04/2012
18/03/2012 a 24/03/2012
26/02/2012 a 03/03/2012
19/02/2012 a 25/02/2012
05/02/2012 a 11/02/2012
29/01/2012 a 04/02/2012
22/01/2012 a 28/01/2012
15/01/2012 a 21/01/2012
08/01/2012 a 14/01/2012
01/01/2012 a 07/01/2012
25/12/2011 a 31/12/2011
11/12/2011 a 17/12/2011
27/11/2011 a 03/12/2011
20/11/2011 a 26/11/2011
06/11/2011 a 12/11/2011
16/10/2011 a 22/10/2011
09/10/2011 a 15/10/2011
25/09/2011 a 01/10/2011
04/09/2011 a 10/09/2011
28/08/2011 a 03/09/2011
14/08/2011 a 20/08/2011
07/08/2011 a 13/08/2011
31/07/2011 a 06/08/2011
24/07/2011 a 30/07/2011
17/07/2011 a 23/07/2011
10/07/2011 a 16/07/2011
03/07/2011 a 09/07/2011
05/06/2011 a 11/06/2011
22/05/2011 a 28/05/2011
24/04/2011 a 30/04/2011
17/04/2011 a 23/04/2011
10/04/2011 a 16/04/2011
03/04/2011 a 09/04/2011
13/03/2011 a 19/03/2011
06/03/2011 a 12/03/2011
27/02/2011 a 05/03/2011
20/02/2011 a 26/02/2011
13/02/2011 a 19/02/2011
06/02/2011 a 12/02/2011
30/01/2011 a 05/02/2011
23/01/2011 a 29/01/2011
02/01/2011 a 08/01/2011
26/12/2010 a 01/01/2011
19/12/2010 a 25/12/2010
12/12/2010 a 18/12/2010
08/08/2010 a 14/08/2010
01/08/2010 a 07/08/2010
25/07/2010 a 31/07/2010
18/07/2010 a 24/07/2010
11/07/2010 a 17/07/2010
04/07/2010 a 10/07/2010
27/06/2010 a 03/07/2010
20/06/2010 a 26/06/2010
13/06/2010 a 19/06/2010
06/06/2010 a 12/06/2010
30/05/2010 a 05/06/2010
16/05/2010 a 22/05/2010
09/05/2010 a 15/05/2010
25/04/2010 a 01/05/2010
18/04/2010 a 24/04/2010
11/04/2010 a 17/04/2010
04/04/2010 a 10/04/2010
28/03/2010 a 03/04/2010
21/03/2010 a 27/03/2010
14/03/2010 a 20/03/2010
07/03/2010 a 13/03/2010
28/02/2010 a 06/03/2010
21/02/2010 a 27/02/2010
14/02/2010 a 20/02/2010
07/02/2010 a 13/02/2010
31/01/2010 a 06/02/2010
24/01/2010 a 30/01/2010
17/01/2010 a 23/01/2010
10/01/2010 a 16/01/2010
03/01/2010 a 09/01/2010



[ Votação ]

Dê sua nota para o meu blog!


[ Recados ]

Se copiar alguma coisa, dê os créditos!
Boa leitura!
Aguardo suas opiniões!